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Gestão de ativos na indústria

Gestão de ativos na indústria

Num momento de transformação digital crescente, não é uma tarefa simples realizar a gestão de ativos de uma indústria. Ativos são substituídos, peças são reabastecidas e os funcionários mudam de funções. Por isso, essa gestão é uma excelente aliada para garantir o fluxo contínuo de produção, além de reduzir custos e otimizar processos.

É comum que os responsáveis não conheçam de fato todos os ativos industriais de suas instalações, seja de produção ou armazenados nos depósitos. Mas, conhecê-los é fundamental para otimizar a maneira como você os gerencia.

O que são ativos industriais?

Para compreender melhor o conteúdo deste artigo, é importante não restar nenhuma dúvida sobre o que são os ativos industriais. Consideramos como ativos os recursos tangíveis e intangíveis que uma indústria possui e utiliza para gerar receita.

Ativos Tangíveis: são os mais comuns e fáceis de serem compreendidos. Referem-se aos bens físicos que uma indústria possui e utiliza em suas operações, como instalações, máquinas, equipamentos, veículos, estoques e matéria-prima.

Ativos Intangíveis: aqui entram os recursos não físicos, mas que possuem valor econômico. Podemos incluir patentes, marcas registradas, direitos autorais, softwares, entre outros.

Criando uma estratégia eficaz de gestão de ativos na indústria

Como mencionamos, realizar a gestão de ativos é uma tarefa fundamental na indústria 4.0. De uma maneira simples e objetiva, podemos separar em três etapas:

Avaliação: no contexto industrial, fazer um inventário dos ativos é identificar e analisar os recursos disponíveis, sejam eles financeiros, humanos, tecnológicos ou outros. Com essa prática é possível obter uma compreensão maior das necessidades, além de minimizar excedentes e evitar escassez.

Planejamento: o planejamento tem como objetivo garantir a eficiência e a sustentabilidade a longo prazo, podendo ainda a sustentabilidade ser um diferencial para a marca da indústria. Ao analisar ativos críticos e identificar os maiores riscos de obsolescência, é possível criar uma estratégia eficiente de modernização buscando maior competitividade, eficácia operacional e inovação.

Gerenciamento: o gerenciamento de ativos industriais garante uma operação mais eficiente. Então, ao analisar o desempenho destes ativos, é possível reduzir o tempo de parada não programada - que pode resultar em perdas financeiras, interrupções operacionais e problemas na produção.

Ao implementar essas três etapas iniciais descritas acima, é possível priorizar necessidades urgentes, de médio e longo prazo. Você pode identificar com mais clareza casos de “aumento da eficiência operacional” que oferecem alto valor com poucos esforços de obtenção. 

Em termos de resultados, suas equipes de manutenção, operações e engenharia podem se alinhar em torno de uma solução defensiva de manutenção, reparos e operações com uma estratégia de modernização e um plano de investimento.

Como otimizar a gestão de ativos industriais?

Depois de implementar as três etapas iniciais, é chegado o momento de colocar em prática a gestão de ativos na indústria de maneira mais eficiente. Então veja algumas dicas que separamos:

Gerenciamento de inventário

É o primeiro passo para otimizar os ativos e a fábrica para ter peças sobressalentes confiáveis disponíveis no seu estoque. Isso é crítico para manter as máquinas ligadas e funcionando e para reduzir o custo geral de transporte do inventário. 

Os serviços de gestão de inventário permitem que os usuários finais trabalhem com um provedor de serviços para ter acesso às peças sobressalentes que precisam. Um inventário gerido adequadamente pode ajudar a reduzir o tempo médio de reparo (MTTR), melhorar o controle dos bens do inventário, reduzir os custos de transporte do inventário associados à manutenção do estoque e aumentar a disponibilidade das peças sobresselentes críticas.

Modernização de ativos

Operar equipamentos legados para além da obsolescência sempre implica em um risco. Mas com a identificação e quantificação deste risco, as instalações de produção podem determinar se faz sentido para o negócio reduzir o risco através da manutenção e do suporte ou se o melhor é ajudar a eliminar o risco através da modernização dos sistemas.

Manutenção preventiva

Uma abordagem voltada para a confiabilidade define a hierarquia de ativos e o risco de falha associado. O primeiro passo é a realização de uma análise de efeitos do modo de falha (FMEA) para determinar possíveis modos de falha. Este é um investimento necessário para implementar os processos de manutenção voltados para a confiabilidade. 

A redução de risco é uma parte importante da manutenção preventiva. Ela deve ser feita em toda a empresa, mesmo em equipamentos menos críticos que tenham o potencial de interromper a produtividade. Uma vez que o risco é determinado, os ativos que apresentam maior risco de falha ficam sujeitos a um plano de manutenção mais rigoroso do que aqueles com menor risco.

Tratamento de equipamentos legados

É recomendado sempre modernizar os equipamentos de uma vez, mas se não for possível, o ideal é considerar um inventário dos seus equipamentos legados e seu nível de risco de obsolescência. Para isso, é necessário avaliar a maturidade do produto para criar um plano de modernização.

Está preparado para otimizar a gestão de seus ativos industriais? Basta começar colocando em prática as dicas que trouxemos ao longo deste artigo. Se você quiser mais conteúdos sobre o mercado industrial, pode acompanhar o nosso blog ou nos seguir no Instagram e LinkedIn.